sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Entrevista com Andreia Mota que lança Paisagem Invisível

Durante o 'aquecimento' para o show de lançamento do disco Paisagem Invisível, que acontece neste sábado, 22, no Solar de Botafogo, a carioca Andreia Mota concedeu entrevista ao  JP e falou um pouco de sua trajetória na música e no palco, das influências de Fernando Pessoa e Manoel de Barros e, claro, do disco e do show. Confira!
JP - Você une atuação e canto no show. Fale um pouco de sua formação nesses dois mundos.

Andreia Mota - O canto sempre esteve presente na minha vida, já o teatro chegou mais tarde.  Meu primeiro trabalho profissional foi há 10 anos atrás no musical Raul Fora da Lei, que falava sobre a vida e obra de Raul Seixas ao lado do ator e diretor Roberto Bomtempo. Depois disso estudei artes cênicas e paralelamente cantava, já trabalhei com diversos estilos e linguagens musicais que vão desde a música coral até grupos de samba e bandas de bossa nova, MPB, jazz e pop. Ao final do curso de teatro resolvi unir essas duas vertentes da minha formação e conclui o curso com um trabalho voltado para corpo e voz , que em seguida deu origem ao Paisagem Invisível.



JP -  O show traz algumas marcas de nomes de grandes pesos  como Fernando Pessoa e Manoel de Barros. Que reação você espera de seu público? 

Andreia Mota - No Paisagem Invisível eu queria falar sobre as diversas sensações de alma, sobre o impalpável e ao ler o prefácio de “ O cancioneiro de Fernando Pessoa "todo o estado de alma é não só representável por uma paisagem, mas verdadeiramente uma paisagem" Dei o nome ao CD.
Manoel de Barros apareceu num estágio muito oportuno do processo criativo do show (antes de pensar em gravar o CD o Paisagem Invisível foi pensado para ser um show), foi como se a partir de então, houvesse uma permissão maior para criar com mais liberdade. 
Buscava fazer um show diferente, que quebrasse algumas expectativas já engessadas naquilo reconhecemos como show de música, como sou também atriz, queria fazer um show encenado, onde a cena viesse para estimular a escuta musical, criando ambientações sem o compromisso de contar uma história, sim de criar condições favoráveis para ouvir e sentir cada música.
Eu não estou esperando uma reação específica o que mais importa é percepção sensível de cada um, isso é sempre uma surpresa!



JP -  Dos seus Olhos é de sua autoria. fale um pouco de seu lado compositora, quais as influências que você sofre na hora de compor.

Andreia Mota -Não me considero compositora gosto escrever letras e depois crio melodias para elas apenas como um exercício criativo, sem maiores pretensões. Nunca pensei sobre as influencias que sofro na hora de compor, pois faço isso de uma forma muito lúdica.
“Dos seus olhos” é uma musica muito especial pra mim, pois fala de entrega e do exato instante em que você se vê nos olhos do outro.
   
JP -  E a escolha de repertório tão recheada pelos grandes nomes de nossa música, como foi a seleção?

Andreia Mota - As músicas do CD Paisagem Invisível foram escolhidas, inicialmente, a partir dos artistas que me influenciavam como Tom Jobim, Milton Nascimento, Wilson Batista… Tendo como eixo principal a força dos ritmos brasileiros embebidos na linguagem do jazz, o objetivo foi fazer releituras de músicas desses artistas já consagrados de modo a trazer nelas uma identidade própria, atual, trabalhando-as com os elementos que dialogam com a música feita hoje. O caminho natural foi descobrir, ao longo do processo, os novos compositores que de alguma forma estavam engajados em construir um discurso próprio também. Foi então, que através do compositor Marcelo Fedrá conheci um grupo de compositores jovens, cariocas, dentre eles Renato Frazão, Thiago Amud (que junto ao Fedrá compôs a musica que dá nome ao CD).les trouxeram para o trabalho o frescor do ineditismo que estava se construindo naturalmente com a direção musical de Victor Ribeiro. Dessa forma o repertório é composto metade por releituras e outra parte de músicas inéditas, sendo três delas compostas especialmente para o show, refletindo sobre o tema Paisagem Invisível.

Serviço: 
Data: 22 de fevereiro de 2014 
Horário: 21h30 
ingressos: R$50 inteira e R$25 meia 
Local: Solar de Botafogo - Rua General Polidoro, 180 – Botafogo



Roberto Carlos será patrocinado pela Friboi

A Friboi, empresa que chamou a atenção no ano passado por ser apontada como uma das empresas do filho do Lula, acaba de fechar  patrocínio do Rei  Roberto Carlos. Segundo fontes não confirmadas o valor passa  dos 800 mil.

Fernanda Torres prestigia o lançamento da exposição e do livro Fernando Zarif – Uma obra a contrapelo

Ivan Zarif e Bia Lessa 

A abertura da exposição e lançamento do livro Fernando Zarif – Uma obra a contrapelo reuniu muita gente na noite desta quinta-feira, 20, no MAM.  Fotos Marco Rodrigues

Fernanda Torres




Carlos Alberto Chateaubriand, Ivan e
 Adriana Zarif, Patrícia Maluf
e Waltércio Caldas


Antonio Dias, José Resende
 e Waltércio Caldas 
Bia Lessa, Antonio Dias, José Resende e
Cristina Carvalho 



Bailes do Rio


O Carnaval  carioca é composto atualmente por  três pilares: os desfiles das escolas de samba, na Sapucaí, os blocos de rua e os grandes bailes de salão, renovados - e já consagrados - pelo projeto Bailes do Rio, que chega à sua quarta edição e pela primeira vez acontecem na Hípica Brasileira.
Tiago Abravanel, Latino, Leo Jaime, Simoninha e Max de Castro estão entre as atrações que prometem animar os cerca de 2.800 foliões em cada um dos cinco dias de evento.
Os Bailes do Rio têm a direção do produtor cultural Haroldo Costa, um dos maiores especialistas em carnaval do país. Assim como nas edições anteriores, a cenografia é assinada pelo grande Mario Monteiro. Com o tema “O Rio é uma Festa”, a decoração reúne elementos que remetem à alegria que se espalha pela cidade em festividades como o Réveillon, o Carnaval e até em datas comemorativas religiosas.

Jantar Pré-Carnavalesco

Luis Villarino e
Alice Maria Tamborindeguy

Luis Villarino reuniu um grupo seleto de amigos em um jantar no restaurante Salitre, em Ipanema, nesta quinta-feira, 20, para acertar os detalhes do jantar  pré-carnavalesco que acontece na próxima sexta, 28, e que será animado pela  banda Bossa e Balanço. No repertório marchinhas antigas e muito samba atual, claro. 
Fotos Geraldo Valadares







Marco Rodrigues, Alice da Silveira
e o chef frances Christophe Zidy
Rosana Rodrigues, Kristhel Biancco
e Terezinha Sodre

A invenção do Brasil pelas plantas


O professor baiano Roberto Lisboa Romão, A invenção do Brasil pelas plantas: biodiversidade ambiental, cultural e humana, que acontece na próxima segunda-feira, 24, dentro do ciclo de palestras Viagens Filosóficas, dirigido por Helio Eichbauer em parceria com o Espaço Tom Jobim. O projeto vai reunir temas como literatura, poesia, música, cosmologia, botânica e psicanálise, que serão apresentados por diversos convidados, sempre às segundas,  até o dia 5 de maio.
O professor-doutor  Roberto Lisboa Romão vai expor a utilização das plantas no Brasil e a sua influencia na formação do país, com seu estudo pioneiro sobre Roberto Burle Marx. O paisagista Burle Max, que sempre foi visto, sobretudo, como artista e arquiteto e não como um cientista, além de conservador de plantas, criou uma coleção que está protegida no  Sitio Roberto Burle Marx, em Guaratiba.