terça-feira, 22 de setembro de 2015

Livro conta a trajetória da atriz Ruth de Souza

O livro Uma Estrela Negra no Teatro Brasileiro: Relações Raciais e de Gênero nas Memórias de Ruth de Souza, será lançado, sexta-feira, 25,  na Livraria Cultura, no Rio.
O livro conta muitas histórias da carreira e do pioneirismo da atriz, como a que ela conta que recebeu uma carta do poeta e diplomata Vinicius de Moraes para que ela levasse e entregasse a seus amigos diplomatas em Whashington caso necessitasse de ajuda, na temporada de estudos da atriz nos EUA, em 1950.
Ruth também  foi a primeira atriz negra a atuar no Theatro Municipal do Rio e com isso abriu portas para os artistas negros.
Hoje com 94 anos, a carioca Ruth Pinto de Souza iniciou a carreira nos palcos. E foi na Cia Experimental do Negro que transformou o sonho de menina de ser atriz em realidade. Em 1945 foi a primeira atriz negra a se apresentar no palco nobre do Theatro Municipal do Rio de janeiro, com o espetáculo O Imperador Jones. Depois ganhou uma bolsa e passou um ano estudando e se aprimorando na Universidade de Harvard  e na Academia Nacional de Teatro Americano, nos Estados Unidos. Daí para a frente, não parou mais: foram mais de 40 novelas, 33 filmes e dezenas de peças. Foi a primeira protagonista negra da TV Brasileira, em A Cabana do Pai Tomás (1969). Também foi a primeira brasileira a concorrer ao Leão de Ouro, no Festival de Veneza, por sua atuação no filme Sinhá Moça (1953).
“É um registro dessa memória de uma pessoa púbica do ponto de vista do cenário cultural e também evidencia a forma com a qual a própria  Ruth foi construindo a sua memória, o que chamamos a ‘construção de si’”, diz o autor Julio Claudio da Silva, Doutor em História Social e professor adjunto da Universidade do Estado do Amazonas.

Adriana Calcanhotto na ABL

A Acadêmica e escritora Rosiska Darcy de Oliveira, a compositora e cantora Adriana Calcanhotto e o arquiteto Sérgio Magalhães debatem  sobre o tema Vidas sustentáveis: a ecologia do tempo, no Seminário “Brasil, brasis”, dia 24, na Academia Brasileira de Letras, no Rio. A programação dos seminários “Brasil, brasis” se estenderá até o mês de novembro e todos serão transmitidos pelo site www.academia.org.br. Para quem for assistir, a entrada é franca.

Rock in Rio

Comemorando 30 anos de história, o Rock in Rio que teve início na sexta-feira, dia 18, no Rio de Janeiro,  o maior evento de entretenimento e música do mundo também se consolida como o maior festival da história no ambiente digital. Para quem não pôde comparecer ao evento, as redes sociais e site do festival transmitiram o espírito de festividade que acontecia pela Cidade do Rock. Uma equipe de 20 profissionais da área de Conteúdo e Engajamento se dedicou minuto a minuto em todas as plataformas de comunicação digital do evento para retratar com fidelidade os momentos do primeiro fim de semana de shows. Para se ter uma ideia da dimensão do impacto do evento nas redes, só no site oficial foram registradas 1 milhão de visitas na cobertura e a estimativa de alcance do Facebook foi de mais de 12 milhões de pessoas entre sexta-feira e domingo. E no próximo fim de semana tem mais.

8º Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa

Mais de 10 mil pessoas de diferentes credos fizeram um ato na Avenida Atlântica, em Copacabana, no último domingo, 20,  durante a 8º Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) vem chamando à razão da sociedade para o perigo de uma ditadura religiosa em um país como o Brasil, que é diversificado, repleto de crenças e laico. A Comissão, agora mais do nunca, mostra que, independente de crenças, todos são iguais. Representantes do candomblé, umbanda, católicos, budistas, muçulmanos, judeus, wiccanos, hare krishnas, ciganos, dentre outros se fizeram presentes. Além de novos adeptos como mórmons e bases evangélicas.
O dia começou às 9h, com café da manhã, no CIB - Clube Israelita Brasileiro, com vários líderes religiosos. Mais o ponto alto ficou por conta da assinatura do termo de compromisso, de apoio e suporte a grupo de policiais militares cariocas, que são seguidores das religiões de matrizes africanas, nos moldes do NAFRO, já instituído em SP e Salvador.