quinta-feira, 19 de maio de 2016

Artistas prestigiam o lançamento do livro Teatro Duse: o primeiro teatro-laboratório do Brasil

Maria Pompeu e Othon Bastos
Escrito pelo ator, diretor e professor Diego Molina e editado pela Fundação Nacional de Artes, o livro Teatro Duse: o primeiro teatro-laboratório do Brasil foi lançado na noite de terça-feira, 17, na Livraria da Travessa, em Botafogo, no Rio, reunindo personalidades da área, público e funcionários da instituição.
Na apresentação da obra, o dramaturgo Bosco Brasil, analisando o período de funcionamento do Teatro Duse, afirmou que a publicação “descortina um momento muito especial, com informações muito preciosas, trazendo contribuição definitiva para um momento que é muito pouco conhecido”. Bosco, que assina o prefácio falou para o público que lotou o espaço da livraria que “a experiência do Duse foi feita com muita impulsividade, mas com muito cuidado”. “Foi um momento que definiu e deu a cara do fazer teatral no Brasil. O livro dá um salto no entendimento do teatro brasileiro que a gente não tinha; recupera esse momento com muita precisão e muita força teórica e uma pesquisa potente. É fundamental para quem é apaixonado pela história do teatro brasileiro”.

O autor Diego Molina contou que a idéia do livro nasceu quando ele integrou a equipe comandada por Helena Ferrez, então diretora do Centro de Documentação da Funarte, durante um ano, período em que teve contato com os cerca de 25 mil documentos do acervo de Paschoal Carlos Magno, empreendedor cultural que nos anos 1950 agitou as artes cênicas no país.  Diego explica que, após desenvolver a dissertação de mestrado na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), em 2009, voltou à Funarte já com o propósito de transformar o material no livro, com foco no Teatro Duse, o teatro-laboratório, montado por Paschoal em sua casa em Santa Teresa e que lançou autores e atores no cenário brasileiro, além de contribuir para a formação de muitos profissionais da área teatral.

Na elaboração da obra, o autor contou com depoimentos importantes de profissionais que passaram pelo  Duse como Othon Bastos, Agildo Ribeiro, Maria Pompeu, que colaboraram para enriquecer o conteúdo da publicação da Funarte.
Além de Othon Bastos, também estiveram presentes ao lançamento o cenógrafo José Dias; o ator e escritor Sérgio Fonta; os atores Marcius Melhem, Antonio Carlos Bernardes, Maria Pompeu, Carine Klimeck; a autora e diretora Renata Mizrahi, entre outros. Foto Sebastião Castellano

Mário de Andrade: Exílio no Rio

A ideia de Moacir Werneck de Castro foi reunir algumas impressões sobre o seu convívio no Rio de Janeiro, entre 1938 e 1941, com o autor de Macunaíma. Em Mário de Andrade: Exílio no Rio é possível não apenas entender como era múltipla a personalidade do escritor e esclarecer aspectos de sua obra, mas também penetrar na atmosfera da então capital da República, naqueles anos de Estado Novo e início da Segunda Guerra Mundial.

Para compor o livro agora relançado pela Autêntica,  o autor empreendeu um minucioso trabalho de pesquisa junto a diversas fontes e fez entrevistas com pessoas próximas a Mário de Andrade. Mais que expor fatos e acontecimentos, o texto, leve e saboroso, nos guia pelas entrelinhas dos escritos de Mário, pois é também fruto da sensibilidade de quem conviveu no dia a dia com o autor do verso “eu sou trezentos, sou trezentos e cinquenta”: “Era múltiplo, e como! Poucos expoentes da cultura brasileira reuniram tantos e tão variados títulos [...]. Múltiplo na atividade intelectual e na complexidade dos aspectos de sua personalidade, que tiveram relevo diferenciado ao longo das várias fases de sua vida”, observa o biógrafo. Autor Moacir Werneck de Castro Editora Autêntica - Páginas 224 - Preço: R$ 47,00

Espetáculo Doidas e Santas volta ao Rio

Vista por mais de 300 mil pessoas entre Rio de Janeiro, São Paulo e mais de 22 cidades brasileiras a comédia romântica ‘Doidas e Santas’ se consagrou como um dos espetáculos de maior sucesso da cena teatral carioca. Agora retorna ao Rio de Janeiro para temporada popular no Teatro Sesi no centro da cidade. Temporada de 2 de junho a 2 de julho, quinta e sexta 19h30 e sábado às 19h.  A montagem com texto de Regiana Antonini é livremente inspirado no livro homônimo de Martha Medeiros e a direção é de Ernesto Piccolo.
‘Doidas e Santas’ é um projeto idealizado por Cissa Guimarães e sua primeira produção em mais de 30 anos de carreira no teatro. A atriz sempre desejou levar à cena um trabalho que expressasse as inquietações da mulher moderna com relação à vida contemporânea, que exige conjugar marido, filhos, realização profissional e ainda beleza e bom humor. Cissa encontrou nos textos de Martha Medeiros a motivação para tocar seu projeto e, depois de conversar com a escritora, convidou o amigo de mais de 30 anos Ernesto Piccolo para dirigi-la. Piccolo é diretor de ‘Divã’, sucesso teatral de Lilia Cabral também adaptado de obra homônima de Martha Medeiros; e ainda da bem-sucedida ‘A História de Nós 2’.

No palco, acompanhamos a trajetória de Beatriz (Cissa Guimarães), uma psicanalista em crise no casamento. Seu marido (Giuseppe Oristanio), é turrão e machista, e não tolera a ideia da separação. Fechando o elenco, temos “as mulheres da vida” de Beatriz: irmã, mãe e filha, personagens vividas pela atriz Josie Antello. O público vivencia alegrias, desilusões, neuroses da vida urbana, o prazer que se esconde no dia a dia, as relações amorosas e o poder transformador da coragem e do afeto.

Exposição Além dos desejos esquecidos chega ao Rio

A exposição “Além dos desejos esquecidos", de Mário Camargo e curadoria de Marilou Winograd foi aberta nesta quarta-feira, 18, no Centro Cultural Correios.  Em sua viagem à América Central, na Guatemala, o artista se depara com a arquitetura de civilizações extintas, em meio a uma explosão de cores e expressões étnicas, fio condutor para o novo trabalho reproduzido em fotos e pinturas.
Deixando de lado o olhar de viajante, Mário confere, observa, registra e se emociona com a cultura e expressões artísticas dos descendentes Maias, com destaque aos transportes coletivos, que comprados de segunda mão recebem pinturas características das etnias de seus donos. Fotos Marco Rodrigues

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Adriano Garib lança livro no Rio

Garibe entre Aline Riscado e Felipe Roque
O ator Adriano Garib que interpretou o Russo,  na novela Salve Jorge  lançou, no Rio,  na noite desta quarta-feira, 18, o  A Arte de Construir Ruínas. Vários amigos  e companheiros de profissão marcaram presença, entre eles Aline Riscado e Felipe Roque, Maria Flor e Emanuel Aragāo, Pierre Baitelli, Stepan Nercessian  e Andre Arteche.  Fotos Rogerio Fidalgo / AgNews




 Maria Flor e Emanuel Aragāo