terça-feira, 18 de outubro de 2016

Vernissage

Maria com Chico Caruso
Cercada por amigos famosos, a artista multimídia Maria Vasco festejou aniversário  e a abertura, na H Rocha Galeria, no Shopping Cassino Atlânitco, da exposição Incones. Chico Caruso,  amigo e fã da artista,  foi o primeiro a arrecadar uma peça. A noite teve ainda uma perfomance com a bailarina Renata Mattos, nora da artista, com trilha sonora composta pela própria Maria Vasco. Fotos Geraldo Valadares




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Dolores é exibido na Première Latina do Festival do Rio

Ingra Liberato, Roberto Brindelli, Angelisa Stein
 e Léo Gandelman
O longa-metragem, Dolores, coprodução Brasil/Argentina, faz sessão para convidados e público dia 15 de outubro no Kinoplex São
Luiz 2, na  Première Latina do Festival do Rio. O filme dirigido pelo argentino Juan Eduardo Dickinson Brasileiros tem no elenco principal os atores brasileiros Roberto Birindelli e Jandir Ferrari, além dos atores argentinos Emilia Attias e Guillermo Pfening.
Em meio ao período que antecede a Segunda Guerra Mundial, no interior dos pampas argentino, Dolores (Emilia Attias) retorna da Escócia depois da morte de sua irmã Helen para cuidar de seu sobrinho Harry. Com a morte de Helen, seu marido Jack Hillary (Guillermo Pfening) mergulha em uma profunda depressão, tornando a fazenda Los Ombúes um lugar de luto e deterioração. Os Hillary, com a fazenda hipotecada, estão prestes a perder tudo em razão de sua inadimplência. Com a energia de uma recém-chegada, Dolores começa e negociar com o banco e convence o gerente Montero a renegociar a hipoteca. Mas isso traz um potencial conflito: um romance pendente com seu cunhado que começa a ficar mais e mais atraído pela coragem e beleza de Dolores começa a vir a tona. Dolores também conhece Octavio Brandt (Roberto Birindelli), um rico fazendeiro filho de alemães. Essa relação desperta o ciúmes de Jack que, temendo a dor de outra perda, resolve alistar-se para lutar na Segunda Guerra Mundial. A rivalidade entre ingleses e alemães se torna pessoal e ao final da guerra uma nova realidade começa para todos. Fotos Cristina Granato
Angelisa Stein e Juan Dickinson

Um capítulo chamado Alf

Fotos Arquivo Pessoal
Por Amanda Pieranti
Semana passada soube, pelas redes sociais, do sumiço do galgo italiano Alf. O magrelo, como seu dono Bernardo o chama, que chegou quando ele estava em grande depressão, por uma fatalidade soltou-se da coleira enquanto passeava. E com o intuito de ajudar nas buscas, além de compartilhar os apelos, participei de mutirão para vasculhar os bairros da região em que ele poderia estar, distribuindo panfletos e indagando pessoas sobre seu paradeiro. Mas Alf, infelizmente, foi encontrado sem vida.
Fui às lágrimas quando recebi mensagem do dono. Eu me senti fracassada, afinal, estava certa de que ele voltaria novamente a alegrar a família que o recebeu. E imaginava a festa que ia ser e todos os voluntários nas buscas se conheceriam e comemorariam.
Se eu conhecia o Alf? Não. Bernardo? Também não. Mas fiz o que gostaria que fizessem por mim: me doei como se o cachorro em questão fosse a minha Mel, a quem tanto amo e trato como filha.
Passada a sensação de fracasso e digerindo tudo o que houve, volto a dizer: nada é por acaso. Alf não entrou na vida de Bernardo à toa. Veio para reerguê-lo e cumpriu sua missão. Nós, humanos, não temos a nossa? Talvez a de Bernardo esteja começando. Alf foi só o pontapé inicial. Não sabemos os desígnios para nossa vida. Mas somos resilientes.
Ah, porque não houve um final feliz, Deus??? Esse desfecho não é o final. Nesse meio do caminho uma cachorrinha perdida, e que Bernardo soube do apelo e compartilhou, voltou para seu lar, pessoas que jamais se conheceram, e talvez não se conheceriam, descobriram a importância de ser solidários, experimentaram o poder da união, de se doar seja saindo em campo, seja mandando energia positiva e palavras de incentivo...E isso, ah, isso é de uma grandeza ímpar! Dá um bem-estar na alma imensurável.
Em tempos de “umbiguismo”, ser solidário não é piegas. E isso deve ser contagiante. Precisamos de ações como essas para voltar a acreditar no homem. O que eu e todo mundo engajado viveu com essa história do Alf deve ser perpetuado em nossos corações.
A partir desse capítulo existe o antes e depois do Alf. Você pode escolher seguir olhando pelo melhor prisma ou não. Deixar a dor da tristeza lhe consumir. Tenho certeza de que Bernardo vai se reerguer, mais uma vez, por tudo que Alf lhe ensinou e descobrirá sua missão. Será difícil? Sim, afinal é um processo de luto. Mas ele tem milhares de pessoas agora para o apoiar.
Então, se antes você era indiferente ao problema do outro ainda dá tempo para se preocupar. Quanto podemos amenizar sem precisar gastar um centavo! Um telefonema indica o quanto você se importa com o outro. Se colocar à disposição faz diferença. Ombro amigo é piegas? Que nada! Faz uma falta...
Alf, obrigada pela linda missão cumprida, pelos ensinamentos, pelo carinho que dedicou ao Bernardo e família, pelo imenso legado que deixou para todos nós e por nos unir. Agora Bernardo tem uma nova família agregada por você. Enquanto eu viver, sempre acreditarei em quem ama animais e por eles me mobilizarei. Que possamos escrever mais histórias de amor como essa que não teve aquele final esperado, mas certamente é inspiradora. Por onde você quer escrever os próximos capítulos? Vamos refletir?